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Informe Econômico SIMECS

DÉFICIT DAS CONTAS EXTERNAS SOBE EM OUTUBRO

O déficit das contas externas brasileiras alcançou a cifra de US$ 45,657 bilhões nos dez primeiros meses do ano, aumento de 41% na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado é do BACEN e foi divulgado na segunda-feira (25). Entram no cômputo desse indicador, a balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), os serviços adquiridos fora do país e a remessa de recursos para o exterior. Esse resultado parcial já supera o déficit registrado em 2018, que foi de US$ 41,540 bilhões. Trata-se do pior saldo para os dez primeiros meses do ano desde 2015 – quando o déficit atingiu US$ 52,133 bilhões. O mês de outubro contribuiu para esse resultado, com déficit de US$ 7,9 bilhões, o pior resultado para o mês dos últimos cinco anos. Esse resultado foi pior do que a própria estimativa negativa da autoridade monetária, que projetava um rombo de US$ 5,8 bilhões em outubro. Para comparação, o saldo negativo em outubro de 2018 foi de US$ 2 bilhões. Segundo as análises, essa piora no quadro das contas externas se deve, de forma especial, à deterioração do saldo da balança comercial do país (menos US$ 14,34 bilhões na comparação com 2018). Nesse contexto, o rombo nas contas externas de setembro somou US$ 7,874 bilhões, contra US$ 1,964 bilhão no mesmo mês do ano passado.

CRISE NA ARGENTINA FREIA EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

A crise na vizinha Argentina vem tirando o sono de muitos exportadores brasileiros. Dados do Ministério da Economia publicados pelo jornal “O Globo” (25), mostram que o Brasil terá déficit comercial com a Argentina em 2019, fato inédito nos últimos 16 anos. Entre janeiro e outubro, o saldo comercial do Brasil com a Argentina está negativo em US$ 621,8 milhões, e pode chegar a R$ 1 bilhão pela estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Vale lembrar que em 2018 o resultado do comércio com a Argentina foi positivo em R$ 3,86 bilhões. Os setores mais afetados por essa realidade são os de calçados, autopeças e automóveis. Em relação a esse último segmento, as vendas de veículos para o país vizinho caíram pela metade. Os reflexos dessa retração já se fizeram sentir sobre a indústria de transformação brasileira, cujo déficit atingiu US$ 31,5 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro. No mesmo período, as vendas da indústria para o exterior caíram 5,3% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. Mais um entrave no caminho da recuperação industrial no país.

Fonte: Assessoria Econômica



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