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Informe Econômico SIMECS

PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO RS CAI 2,9% NO TERCEIRO TRIMESTRE

O nível de atividade da indústria gaúcha acusou retração no trimestre encerrado em setembro. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica Regional do Rio Grande do Sul (IBCRRS), medido pelo Banco Central. O resultado – que já traz o ajuste sazonal na comparação com o segundo trimestre de 2019 – espelha a perda de fôlego da economia gaúcha no segundo semestre do ano. E o recuo não foi sentido somente no setor industrial: comércio ampliado (que inclui a venda de veículos e materiais de construção) e serviços retraíram respectivamente 1,4% e 1,2%. Desde o final de agosto análises já mostravam que a economia gaúcha entrou no segundo semestre dando mostras de desaceleração, principalmente na venda de veículos automotores e carrocerias (retração de 4,3% no licenciamento de veículos e comerciais leves no trimestre encerrado em agosto). A crise na Argentina e a consequente queda na exportação de veículos contribuiu para o resultado. Também em relação ao ano passado houve queda na atividade econômica gaúcha: -0,4% na comparação com o terceiro trimestre de 2018. Como um todo, a economia do RS encolheu 1,1% no terceiro trimestre deste ano.

INDÚSTRIA EXPORTA MENOS

A balança da indústria de transformação está mostrando a queda nas exportações brasileiras no segmento. De acordo com dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e divulgados pelo jornal Valor Econômico, o déficit da indústria de transformação atingiu US$ 31,5 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro. No acumulado em 12 meses até setembro, as vendas da indústria de transformação para o exterior caíram 5,3% em relação aos 12 meses anteriores. Já as importações da indústria ficaram praticamente estáveis, com redução de 0,6%. A crise da economia argentina é o principal responsável pelo recuo nas exportações da indústria brasileira. O total de exportações ao país vizinho (aí inclusos produtos industriais e não industriais), caiu de US$ 12,87 bilhões em 2017 (janeiro a setembro), para US$ 7,5 bilhões para o mesmo período deste ano. O baixo crescimento do comércio internacional, devido à queda de braço entre EUA e China também é um fator impactante nesse contexto. Completa o cenário a perda de competitividade da indústria nacional, que vem diminuindo seu espaço na venda de produtos manufaturados, principalmente os de maior tecnologia.

Fonte: Assessoria Econômica



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