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Informe Econômico SIMECS

ATIVIDADE INDUSTRIAL AUMENTA EM AGOSTO, MAS NÚMEROS SEGUEM INFERIORES A 2018

Os números da indústria divulgados mensalmente pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostram um crescimento do setor no mês de agosto. De acordo com o boletim de indicadores industriais publicado pela entidade, o faturamento teve um aumento real de 0,6%, terceiro mês consecutivo de incremento. As horas trabalhadas na produção também registraram movimento positivo, crescendo da mesma forma 0,6% e interrompendo uma sequência de três meses de queda. Ouro indicador com resultado satisfatório foi o de Utilização da Capacidade Instalada (UCI), importante métrica de desempenho industrial, que subiu 0,1%. Foi a segunda alta mensal consecutiva da UCI, que voltou a superar a marca de 78%. No âmbito do trabalho e renda, os indicadores mostram aumento de 0,1% na geração de emprego, mas com queda na massa salarial e no rendimento médio real. Ainda de acordo com a CNI, embora tenham registrado variações positivas no mês, os índices de faturamento, horas trabalhadas e UCI seguem inferiores aos registrados em agosto do ano passado. Deste modo, seguem mostrando queda no acumulado nos oito primeiros meses do ano – exceto a UCI, que registra crescimento de 0,1 ponto percentual nessa comparação. Emprego, massa salarial e rendimento médio também evidenciam queda nas comparações com 2018.

CUSTOS INDUSTRIAIS CRESCEM NO SEGUNDO TRIMESTRE, MAS INDÚSTRIA REGISTRA LUCRO

 O indicador de custos industriais apresentou crescimento de 1,1% no segundo trimestre de 2019, de acordo com dados divulgados pela CNI. Segundo o relatório da entidade, o aumento foi puxado pela alta de 1,7% no custo com produtos intermediários, 2,1% no custo em energia e 1,1% no custo com pessoal; ao mesmo tempo, o custo foi freado pela retração na oneração com o custo de capital de giro (queda de 3,7%) e custos tributários (recuo de 0,6%). Ainda de acordo com os números, a indústria apresentou lucratividade no segundo trimestre; isso porque, enquanto o indicador de custos apresentou crescimento de 1,1%, o preço dos produtos manufaturados cresceu 2,0%. Outro destaque positivo do relatório é o fato de a indústria brasileira ter ganho competitividade no mercado externo, devido ao aumento de 5,4% nos preços dos produtos manufaturados nos EUA, em reais, que são referência para os preços dos produtos manufaturados no exterior. Embora esse fato, a indústria brasileira perdeu competitividade no mercado doméstico, onde os preços dos produtos manufaturados importados, em reais, cresceram menos que os custos das empresas brasileiras.

Fonte: Assessoria Econômica



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