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Informe Econômico SIMECS

FOCUS PROJETA SELIC ABAIXO DOS 5% AINDA ESTE ANO

Os analistas ouvidos semanalmente pela pesquisa FOCUS, do BACEN, estão apostando em uma taxa de juros básica inferior a 5% ao ano em 2019.  É a primeira vez que isso acontece, desde que a curva dos juros começou sua trajetória de queda, impulsionada pelo controle da inflação. A informação foi divulgada no relatório do dia 30 último. A previsão para a Selic agora é de 4,75% ao ano no fim de 2019. Vale lembrar que na semana retrasada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu os juros básicos da economia de 6% para 5,5% ao ano, marcando um novo piso histórico para o indicador. A queda nos juros segue a curva descendente da taxa inflacionária (IPCA), agora estimada em 3,43%, oitava queda consecutiva do indicador. Vale lembrar que a expectativa de inflação do mercado para 2019 segue abaixo da meta central de 4,25% (intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%). A queda nos juros é essencial para acelerar a retomada da economia, pelo impacto positivo que juros mais baixos geram no crédito e nos financiamentos, principalmente na construção civil e bens de consumo duráveis. A expectativa é que a previsão de nova queda repercuta desde já no mercado, ajudando a diminuir a incerteza reinante e dando um novo ímpeto às vendas. Também se espera que a taxa em recuo acabe repercutindo nos juros cobrados pelos bancos, ainda em patamares bastante elevados em relação ao juro “oficial”.

CONTAS DO SETOR PÚBLICO REGISTRAM DÉFICIT EM AGOSTO

A contas do chamado setor público “consolidado” (aquelas que englobam o governo federal, estados, municípios e também as empresas estatais) registraram um déficit primário de R$ 13,44 bilhões em agosto, segundo informações divulgadas na segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC). Em outras palavras, o resultado significa que o governo segue gastando mais do que arrecada. Sem contar que no cálculo não se incluem os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública. Na composição do resultado, a União segue sendo, de longe, a maior fonte do rombo: déficit primário de R$ 16,459 bilhões; já os estados apresentaram um resultado positivo (superávit) de R$ 2,657 bilhões e as empresas estatais um déficit primário menor, de R$ 355 milhões. No acumulado do ano, as contas públicas registram até agora um déficit primário de R$ 21,950 bilhões. Vale destacar que, neste ano, o setor público está autorizado a registrar déficit (despesas maiores que receitas) de até R$ 132 bilhões. No ano passado as contas do setor público acarretaram um déficit primário de R$ 108 bilhões, ou 1,57% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o quinto ano seguido de rombo nos cofres do governo.

Fonte: Assessoria Econômica



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