Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

Queda nos juros anima mercados

A diminuição da taxa básica de juros, a Selic, para 6% ao ano, anunciada na semana passada pelo Banco Central – aliada à perspectiva de mais cortes –, animou os mercados. O otimismo não é desmedido: trata-se do menor patamar para a taxa desde o início do regime de metas de inflação, há exatos vinte anos. Na própria avaliação do COPOM – o Comitê de Política Monetária –, a queda na taxa reflete um cenário mais benigno para a economia, ajudando a melhorar a confiança na recuperação da atividade econômica. A expectativa agora é que os juros menores estimulem o consumo e os investimentos. Um outro aspecto ligado a essa questão também é visto como positivo: a tendência de queda nos juros nos EUA e na Europa; cortes de juros nos outros países tendem a ser positivos para mercados emergentes, caso do Brasil. Países emergentes têm taxas de juros mais altas que os desenvolvidos, e assim se tornam mais atraentes para investidores que buscam maior rentabilidade. Para os analistas, os efeitos da queda dos juros, aqui e lá fora, poderá dar um novo ímpeto para a tão esperada recuperação da economia. Na esteira desses fatos, os economistas do mercado financeiro reduziram ainda mais a aposta na taxa para o ano. De acordo com a pesquisa FOCUS desta semana, a previsão agora para a Selic é de 5,25% no fim de 2019. Indícios positivos para novos cortes dos juros ainda no segundo semestre.

Indústria brasileira Registra Estagnação no 1º semestre

A indústria brasileira registrou estagnação no primeiro semestre deste ano, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado na semana passada. O faturamento da indústria recuou 1% nos seis primeiros meses deste ano, e indicadores como o de horas trabalhadas na produção e nível de atividade, apresentaram crescimento zero no período. A estimativa de crescimento para a indústria neste ano, de acordo com a CNI, é de 4%. Vale lembrar que esse número é quase um terço menor do previsto em abril, quando o setor esperava uma expansão de 1,1% para a indústria em 2019. De acordo com a entidade, o motivo para a redução nas expectativas se deve ao fraco resultado do setor no primeiro trimestre, bem como aos problemas enfrentados pela indústria extrativa, afetada pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). A expectativa, agora, é que a redução anunciada na taxa de juros dê novo ímpeto ao consumo e às vendas, trazendo o consequente aumento da produção industrial.

Fonte: Assessoria Econômica



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