Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

Geração de empregos segue em ritmo lento

A recuperação do mercado de trabalho, em curso desde o final do ano passado, começou a dar sinais de retração. O fato é que as vagas seguem sendo abertas, mas de forma mais lenta e gradual. A constatação é evidenciada pelo Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado na terça-feira (12). De acordo com o levantamento, o índice teve recuo em fevereiro, sinalizando que a recuperação do mercado de trabalho segue vagarosa. A pesquisa da FGV antecipa a medição do comportamento do mercado de trabalho no país. Em fevereiro, o IAEmp retrocedeu 1,8 ponto, chegando a 99,3 pontos. Nos três meses imediatamente anteriores a métrica havia avançado 10,3 pontos. De acordo com a entidade, a queda não significa uma reversão consolidada da tendência, mas mostra que a recuperação dos empregos não está ocorrendo no ritmo esperado. Vale lembrar que no trimestre até janeiro, a taxa de desemprego no país foi a 12%, contra 11,6% nos três meses até dezembro. A causa da alta foi o histórico movimento sazonal de demissões após o final do ano, quando muitos trabalhadores contratados em regime temporário acabam não permanecendo no emprego. O Brasil possui hoje 12,7 milhões de pessoas desempregadas, segundo dados divulgados no final de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior número de trabalhadores sem emprego desde agosto do ano passado, após uma sequência de 8 meses seguidos de quedas e um de estabilidade. Segundo informações do portal G1, a indústria foi o setor que mais dispensou trabalhadores na comparação com o trimestre encerrado em outubro (menos 345 mil postos), seguida por agricultura (menos 192 mil postos) e administração pública (menos 175 mil postos).  

Balança comercial tem superávit na parcial de março

O Ministério da Economia divulgou na segunda-feira (11) o resultado da balança comercial na primeira quinzena de março. Foi registrado superávit de US$ 2,397 bilhões, indicando que as exportações superaram as importações neste patamar.  Em números específicos, as vendas para o exterior somaram US$ 5,144 bilhões (alta de 33,5% na comparação com o mesmo mês de 2018) e as compras no mercado externo totalizaram US$ 2,748 bilhões (elevação de 4,5% na mesma comparação). Os itens que mais pesaram positivamente nas exportações foram os produtos manufaturados (+41,2%), semimanufaturados (+33,3%) e básicos (+34,7%). Já no lado das importações cresceram os gastos com adubos e fertilizantes (+72%), plásticos e obras (+26,3%), equipamentos eletroeletrônicos (+16,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (+15,2%) e veículos automóveis e partes (+13,3%). No acumulado de 2019 até 10 de março, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 8,295 bilhões. O saldo é 6,4% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 7,798 bilhões). Em 2018 a balança comercial registrou superávit de US$ 58,3 bilhões, número 13% abaixo do de 2017. Para este ano, a expectativa do mercado financeiro é de nova queda; especula-se um saldo positivo de US$ 51 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Fonte: Assessoria Econômica



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