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Informe Econômico SIMECS

ECONOMIA FECHA O ANO AINDA LONGE DA RETOMADA

A economia brasileira chega ao final de 2018 frustrando maiores expectativas de recuperação. Nesse sentido, os dados do último trimestre se mostraram aquém das projeções, espelhando um cenário ainda de incertezas em relação à retomada da economia. Fatores como a crise argentina, com o impacto negativo direto sobre as vendas da indústria, e o freio imposto pela greve dos caminhoneiros, contribuíram para que o final da recessão se desse de forma mais lenta do que o esperado. Os resultados de outubro ajudaram a diminuir o otimismo neste final de reta do período. De forma específica, os três setores da economia mostraram um arrefecimento na atividade. O setor de serviços, que é o de maior peso no Produto Interno Bruto (PIB), permaneceu praticamente estagnado, com crescimento de apenas 0,1%. Já o comércio teve recuo de 0,4% na atividade. A indústria também cresceu pouco: 0,2%. Os dados mostram ainda um descolamento entre a melhora no nível de confiança de empresários e consumidores, e os resultados reais sobre a venda. Nesse sentido, a produção industrial vem sofrendo dificuldades para recolocar o ritmo nos trilhos. Do ponto de vista da indústria, ainda, há uma alta ociosidade por parte das empresas, fato que adia investimentos em produção e novas contratações. Esse é um dos motivos que tem atrasado a queda nas taxas de desemprego, um dos grandes problemas atuais do país. Diante de toda essa realidade, a notícia boa se deve à inflação, que permaneceu dentro dos patamares estipulados pelo governo. A expectativa, agora, é que a posse do novo presidente sedimente a confiança dos mercados, por meio da condução de reformas inadiáveis, como a da Previdência. A estimativa de crescimento para o Brasil no próximo ano permanece estável em 2,5%, um patamar bastante positivo diante da fraca atividade dos últimos quatro anos.

MAIS DA METADE DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DEPENDE DO GOVERNO

A dependência do Estado é um fato inequívoco para grande parte dos municípios brasileiros. E essa realidade ganhou números que a respaldam. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao ano de 2016, mais da metade dos municípios do país é totalmente dependente da União para sobreviver. De forma mais específica, naquele ano, 3.062 das 5.570 cidades do país tinham administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social como as principais atividades. Os casos mais críticos se encontram nos estados de Roraima, Paraíba, Piauí, Sergipe, Amapá e Rio Grande do Norte, onde mais de 90% apresentavam esse perfil de dependência. Já nos estados da Região Sul apenas 11% mostravam tal condição. Ainda, dentre as 27 capitais, 15 apresentam o setor público com peso superior à média. O grande destaque da pesquisa é a capital nacional, Brasília: ali, nada menos do que 44,7 da economia local tem esteio na administração pública.

Fonte: Assessoria Econômica



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