Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

BRASIL PERDE COMPETITIVIDADE

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor industrial brasileiro perdeu competitividade em 2017, na comparação com os principais parceiros comerciais do país. Nesse contexto, o impacto veio do custo unitário do trabalho efetivo (CUT efetivo), indicador de competitividade-custo utilizado na pesquisa. O custo com trabalho, em dólares, para se produzir uma unidade de produto no Brasil, subiu mais do que o custo médio nas outras economias. De forma sintética, produzir no Brasil, no ano passado, ficou 5,4% mais caro do que na média mundial. Segundo o relatório divulgado pela entidade, foi o segundo ano consecutivo de crescimento do indicador, que acumulou alta de 11% entre 2015 e 2017. Nesse período, o ganho de produtividade não foi suficiente para compensar a apreciação da moeda brasileira (em 13,2%) frente à média das moedas dos principais parceiros comerciais do Brasil. Para 2018, a expectativa é que a competitividade volte a crescer (ou seja, que o CUT efetivo volte a cair). Conforme nota do relatório, tanto a produtividade do trabalho, que continua a crescer no Brasil, como a taxa de câmbio, que reverte a tendência de apreciação, devem contribuir positivamente para a competitividade da indústria. Em 2017, o Brasil foi o único país – entre os considerados no cálculo do CUT efetivo do Brasil – a registrar crescimento do salário médio real (1,4%). Com isso, o salário médio real efetivo cresceu 2,7%. Os maiores aumentos do salário médio real do Brasil, com relação ao salário médio real de seus principais parceiros comerciais, foram registrados na comparação com os Países Baixos (4,2%), a Coreia do Sul (4,1%) e a Itália (3,8%).

PREVISÃO DE CRESCIMENTO SEGUE EM QUEDA

Analistas do mercado financeiro reduziram pela terceira semana consecutiva a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. De acordo com o boletim semanal FOCUS emitido pelo Banco Central, divulgado na segunda-feira (10), a previsão agora é de um crescimento projetado da economia de 1,40%. Há quatro semanas o indicador marcava avanço de 1,49% na atividade econômica. Já para o próximo ano a projeção seguiu estável em 2,5% de crescimento, métrica que se mantém há 10 semanas sem alteração. Os economistas ouvidos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e 2021 – também no patamar de 2,5%. Há poucos dias, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores. De acordo com o instituto, o resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado negativamente por forte queda da indústria e dos investimentos, mostrando que a recuperação da economia ainda se encontra em velocidade bastante lenta.

Fonte: Assessoria Econômica



Voltar para página anterior

SIMECS

Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul

Fone/Fax (54) 3228.1855

simecs@simecs.com.br