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Informe Econômico SIMECS

CAI ESTIMATIVA DE CRÉDITO BANCÁRIO PARA AS EMPRESAS

O Banco Central do Brasil (BACEN) divulgou na terça-feira (12), que a projeção de expansão do crédito bancário prevista para 2018 foi revisada. De forma específica, a Instituição diminuiu a perspectiva de crédito para o mercado de 3,5% para 3%. O enunciado foi feito por meio do relatório de economia bancária. No âmbito das pessoas físicas, a expectativa de alta dos empréstimos ficou no patamar de 7,5% para o corrente ano. Já para as pessoas jurídicas a projeção é bem mais pessimista, com previsão de queda de 2% neste ano. De acordo com a análise do BACEN, a melhora nominal relativa ao segmento das pessoas físicas, se deve ao processo de recuperação da atividade econômica. Nesse particular, projeta-se que as operações de crédito com recursos livres (excluindo habitacional, rural e do BNDES) devem avançar 7% neste ano, enquanto as operações direcionadas (modalidades que não entram nos recursos livres) devem registrar queda de 1%. A partir desses números, o Banco Central espera uma melhora no mercado de crédito, após o tombo (o segundo consecutivo) registrado no ano passado. No fim de 2017, o volume total de empréstimo dos bancos somou R$ 3,08 trilhões, recuo de 0,6% em relação ao fechamento de 2016, que foi de 3,1 trilhões. Vale lembrar que em 2016 o crédito já havia retraído 3,5%.

SEM REFORMAS, PAÍS SÓ SUPERA DÉFICIT EM 2025

A grave situação das contas públicas brasileiras, dificilmente será vencida em curto prazo, sem o compromisso de reformas estruturais em vários âmbitos da administração. Essa constatação foi reforçada pela fala do ministro do Planejamento, Esteves Colnago na última segunda-feira (11), durante evento de lançamento da consulta pública para formulação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo ele, sem a aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência, o Brasil só voltará a ter superávit primário a partir de 2025. A última vez em que o país teve superávit foi em 2013, com resultado positivo de R$ 76,993 bilhões. O superávit primário é registrado quando as receitas do governo superam as despesas; quando o saldo é negativo, isto é, os gastos são maiores que arrecadação, há déficit. Esse conceito, no entanto, não leva em consideração o que o governo ainda precisa desembolsar para pagar a dívida pública. Ainda de acordo com o ministro, as mudanças mais urgentes dizem respeito à redução do peso das despesas obrigatórias no total das despesas públicas, mais especificamente aquelas relacionadas com benefícios previdenciários e assistenciais, que são a principal despesa primária da União. O rombo nas contas públicas é um dos principais entraves ao crescimento do país, tendo impacto direto sobre a dívida bruta e o consequente avanço da atividade econômica. O Ministério do Planejamento estima que se todas as reformas necessárias fossem implementadas até o primeiro semestre de 2019, já a partir de 2021 o país alcançaria superávit primário.

Fonte: Assessoria Econômica



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