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Informe Econômico SIMECS

PUXADO PELO AGRONEGÓCIO, PIB DO 1º TRIMESTRE CRESCE 0,4%

O resultado do PIB do primeiro trimestre mostrou o que já se preconizava: um crescimento da atividade econômica, mas em ritmo menor do que as projeções feitas no início do ano. O crescimento divulgado na quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 0,4% no período, a 5ª alta seguida na comparação aos três meses anteriores. Em valores absolutos, o resultado corresponde a R$ 1,6 trilhão na geração da atividade. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 1,2% nos primeiros três meses deste ano, configurando uma desaceleração em relação ao quarto trimestre de 2017, que avançou 2,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Contudo, no acumulado dos últimos 12 meses o PIB mantém a trajetória de recuperação, com crescimento de 1,3% no 1º trimestre, o segundo após uma sequência de 11 resultados negativos. Analistas do mercado consideraram o crescimento ainda tímido, pois calcado quase que exclusivamente sobre a agricultura. Um fator positivo no período – e que também contribuiu para o avanço da economia – foi a recuperação de parte do consumo das famílias, ainda que de forma muito retraída. A demora na recuperação dos empregos tem sido vista, por boa parte dos economistas, como um indicador de que o mercado ainda não esboçou um crescimento consolidado. E isso, avaliam, ainda vai demorar: estudo feito pelo Ibre/FGV a pedido do portal G1, mostra que o tempo de recuperação da economia brasileira será longo: estima-se que ainda deve levar 11 trimestres - ou quase 3 anos - para que as perdas da recessão sejam revertidas.

GREVE DOS CAMINHONEIROS IMPACTA PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA

A greve dos caminhoneiros autônomos, que paralisou o país no mês de maio, refletiu na produção industrial. Embora os analistas reconheçam que ainda é cedo para se ter uma projeção em números e uma real magnitude dos prejuízos, o certo é que o setor foi profundamente afetado pelo evento. A greve impactou não só a economia de forma direta, mas também abalou a confiança dos mercados, o que fatalmente irá trazer influência negativa sobre o consumo. As incertezas e o mal-estar provocados pela greve, somados ao cenário político já turbulento em ano eleitoral, já começaram a puxar para baixo as projeções para o PIB do ano. As principais consultorias financeiras e instituições já revisaram para menor as estimativas de crescimento da economia em 2018, muito por força da paralisação nas estradas. Em números específicos, as projeções para o PIB, que no início de 2018 apontavam para alta até acima de 3%, estão hoje no patamar ao redor de 2%. Tendência que se observa não só nas avaliações do mercado financeiro: o próprio governo vem reduzindo as projeções de crescimento, com projeção de 2,18% para o ano na estimativa mais recente (pesquisa FOCUS de 01.06). Vale lembrar que há quatro semanas a projeção era de crescimento na casa dos 2,7%. Foi a 5ª queda consecutiva do indicador.

Fonte: Assessoria Econômica



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