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Informe Econômico SIMECS

TURBULÊNCIA POLÍTICA E CENÁRIO EXTERNO LEVAM INCERTEZA AO MERCADO

O mercado se mantém atento aos acontecimentos políticos dos últimos dias. Ao mesmo tempo, a economia também sente as turbulências do cenário externo, que reflete o embate comercial entre os EUA e a China. A alta do dólar observada desde a semana passada é o reflexo mais direto desse clima de incerteza. Os analistas financeiros estão mais cautelosos com as previsões, posição que ganhou força nos últimos dias com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a confirmação da condenação em segunda instância. Uma das avaliações em voga é a de que, mesmo sem poder concorrer, Lula siga sendo um forte influenciador de votos. Já na arena externa, a ansiedade se volta para a queda de braço entre Estados Unidos e China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar a aplicação de novas tarifas sobre o país asiático. O fato reacendeu os temores sobre uma saliente guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o que poderá prejudicar o crescimento global de forma ampla. Em âmbito doméstico, a incerteza em relação ao quadro político, que segue com a indefinição de um nome que agrade ao mercado, também é um fator que tem preocupado. Sem nenhum candidato “pró-mercado” despontando de forma clara na corrida à presidência, há o medo de que políticas antirreformas possam solapar o curso atual da economia, em recuperação desde o ano passado. Além disso, as novas ações impetradas pelos advogados do ex-presidente Lula e que serão julgadas nesta semana, também ajudam a tornar o cenário ainda mais nebuloso.

PREVISÃO DO PIB 2018 CAI PELA SEGUNDA SEMANA CONSECUTIVA

Apesar de a economia estar dando claros indícios de melhora, a avaliação do crescimento para o PIB 2018 permanece em tendência de queda. O dado é do relatório FOCUS desta semana, coletado pelo BACEN junto a mais de cem instituições financeiras. Nesse sentido, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,84% para 2,80%. Há quatro semanas o prognóstico era de um crescimento de 2,87%. Para o ano que vem, a expectativa do mercado segue com a perspectiva de expansão em 3%, número que se mantém estável há 10 semanas. Vale lembrar que em 2015 e 2016 o PIB teve uma retração de 3,5% em cada ano. Em 2017 cresceu 1%, na primeira alta após dois anos consecutivos de retração, segundo a divulgação oficial feita no dia 1º de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB em 2017 foi de R$ 6,6 trilhões. O grande responsável pela volta do crescimento no ano passado foi o agronegócio, que avançou 13%, beneficiado pela safra recorde. Especialistas avaliam que, sem o impacto positivo desse setor, o crescimento teria sido da ordem de 0,3%.

Fonte: Assessoria Econômica



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