Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

BNDES AMPLIA PRAZO DE FINANCIAMENTOS

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou nesta terça-feira (6) sua nova política operacional. A mesma envolve a ampliação do prazo total dos financiamentos de projetos de infraestrutura, com os novos prazos podendo chegar a até 34 anos; além disso, também haverá a redução dos spreads bancários (a diferença entre o que os bancos pagam para captar dinheiro e o que ganham ao emprestar), bem como o aumento da participação máxima da Instituição nos financiamentos. Tais medidas dão continuidade às mudanças anunciadas em janeiro, quando entrou em vigor a Taxa de Longo Prazo (TLP), em substituição à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) como taxa básica das operações do banco.

Em termos mais específicos, as taxas de remuneração do banco serão reduzidas para 0,9% ao ano (ante os até então praticados 1,7%). Isso para os financiamentos em áreas consideradas prioritárias, como segurança pública, inovação, meio ambiente, energia solar, saneamento, tratamento de resíduos sólidos e qualificação profissional. Nos demais casos, os spreads poderão chegar a até a 2,1%, com faixas intermediárias variando entre 1,3 e 1,7%.

Uma outra medida importante diz respeito às micro, pequenas e médias empresas. Nesse particular, a participação do BNDES poderá chegar a até 100% do financiamento. Para as grandes empresas, a participação máxima é de 80% para projetos de setores considerados prioritários e de 60% nos demais casos, informou o banco. O prazo total de 34 anos, incluindo carência e amortização, vale para os financiamentos nos projetos de ferrovias, rodovias, hidrovias e mobilidade urbana. Já para os projetos em energias alternativas, portos, aeroportos, exportação e desenvolvimento regional, o prazo máximo total poderá chegar a 24 anos.

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS CONTINUA ALTO

O endividamento das famílias brasileiras segue em patamares elevados, e o cartão de crédito aparece com um dos vilões dessa realidade. De acordo com a pesquisa divulgada na terça (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77% das famílias endividadas no mês de fevereiro têm contas para pagar no cartão. A dívida é maior entre as famílias com renda domiciliar de até 10 salários mínimos (78% encontram-se devedoras), contra 73,3% daqueles com renda superior a 10 salários mínimos. A pesquisa espelha também a diferença na natureza do endividamento: enquanto as famílias de baixa renda devem mais no carnê, as famílias de maior remuneração têm dívidas atrelada a financiamento de bens, como carros e imóveis.

Em fevereiro, 61,2% das famílias disseram ter alguma dívida para pagar, um número levemente inferior a janeiro (61,3%), mas ainda acima do registrado em fevereiro de 2017 (58,7%). Segundo a pesquisa, 24,9% das famílias brasileiras têm dívidas em atraso em fevereiro, contra 25% em janeiro e 24,1% no mesmo mês de 2017. Esses números corroboram outra pesquisa, aplicada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Segundo o levantamento – realizado em fevereiro em 12 capitais brasileiras junto a 800 consumidores –, 38% dos entrevistados afirmou estar com as contas no vermelho.

Fonte: Assessoria Econômica



Voltar para página anterior

SIMECS

Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul

Fone/Fax (54) 3228.1855

simecs@simecs.com.br