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Informe Econômico SIMECS

ROMBO DO GOVERNO EM 2017 CHEGA A R$ 124 BILHÕES

O rombo do governo central (que abrange o Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) – o chamado déficit primário –, chegou a R$ 124,4 bilhões no ano passado, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso significa que as despesas do governo federal em 2017 superaram as receitas (impostos mais tributos) nesse valor. Os juros da dívida pública não são computados nessa conta.

Esse resultado negativo nas contas públicas foi o quarto seguido e o segundo pior resultado da história. A notícia que abranda essa realidade, ao menos, é que houve melhora frente ao rombo do ano passado, cujo déficit foi de R$ 161,27 bilhões, em valores atualizados (o equivalente a 2,6% do PIB).

Embora o desempenho negativo, o déficit não ficou fora da meta fiscal revisada para R$ 159 bilhões em 2017, proposta pela equipe econômica do presidente Michel Temer e posteriormente aprovada pelo Congresso Nacional no mês de setembro. O cumprimento da meta fiscal foi obtido principalmente com a ajuda de receitas extraordinárias, como as provenientes do novo Refis, que somaram R$ 26 bilhões, valor que ficou bem acima das estimativas iniciais da equipe econômica. O processo de restituição de precatórios não sacados (cerca de R$ 11 bilhões), e as receitas com concessões e privatizações também ajudaram a diminuir o hiato entre as receitas e despesas.

O aumento do imposto sobre combustíveis foi outro fator que propiciou ao governo arrecadar mais, e, assim, cumprir com a meta estabelecida. O aumento no preço do petróleo e o consequente impacto nas receitas de "royalties", bem como o aumento da arrecadação pelo aquecimento da economia, também foram propulsores desse desempenho “menos negativo”.

No lado do corte dos custos, outra estratégia do governo para conter o déficit, houve o bloqueio de boa parte dos gastos discricionários em 2017. Esse tipo de gasto é passível de corte pela União, embora afete serviços e investimentos fundamentais, como o repasse de verbas para faculdades e fiscalização. Segundo o Tesouro Nacional, no ano passado as receitas totais subiram 1,6% em termos reais (após o abatimento da inflação), chegando a R$ 1,38 trilhão. Já as despesas totais registraram queda real de 1% em 2017 na comparação com 2016, ficando em R$ 1,27 trilhão.

CRÉDITO RECUA PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO

Apesar da queda nos juros em curso desde o ano passado, o crédito bancário registrou recuo pelo segundo ano seguido em 2017. De acordo com dados divulgados pelo BACEN, o volume total de empréstimos dos bancos no último exercício somou R$ 3,08 trilhões, recuo de 0,6% em relação ao fechamento de 2016 (3,1 trilhões). Ressalta-se que em 2016 o crédito já havia caído 3,5%.

Um dos fatores que vem mantendo a tomada de crédito longe de patamares passados, diz respeito à demora dos bancos em repassar a diminuição dos juros ao mercado. De acordo com o BACEN, embora os juros do cartão de crédito e do cheque especial tenham caído em 2017, continuaram acima do patamar anual de 300%. A despeito dessa realidade, o crédito para as pessoas físicas apresentou recuperação em 2017, com alta de 5,6% no volume emprestado. Nesse contexto, destacaram-se os financiamentos imobiliários (+0,3%). Para 2018, a previsão do Banco Central é de que o estoque de crédito bancário registre aumento de 3%, com 7% de crescimento no âmbito específico das pessoas físicas.  

Fonte: Assessoria de Comunicação



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