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Informe Econômico SIMECS

DESEMPREGO RECUA, MAS AINDA ATINGE 12,7 MILHÕES DE BRASILEIROS

Apesar da tendência de queda observada nos últimos meses, o desemprego segue sendo o grande fantasma dos brasileiros. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no final de novembro, mostram que o índice de desemprego no Brasil atingiu 12,2% no trimestre encerrado em outubro, segundo dados da Pnad Contínua. Embora os números mostrem o recuo da taxa mês a mês, o índice ainda é o maior da série história iniciada em 2012 para o período de agosto a outubro. No trimestre anterior, de maio a julho, a taxa havia ficado em 12,8%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, que registrou índice de 11,8%, o desemprego cresceu.

Em números absolutos, a taxa representa um contingente de população desocupada de 12,7 milhões de pessoas, o maior número registrado em outubro desde 2012. Em relação ao trimestre anterior houve melhora, com queda de 4,4%; isso representa 586 mil pessoas que conseguiram trabalho no período. Por outro lado, são quase setecentas mil pessoas desocupadas a mais do que no mesmo período de 2016. Uma comparação ilustra bem a grave situação do emprego que ainda domina o contexto brasileiro: o país encerrou o trimestre de outubro com mais do que o dobro de desempregados observados em dezembro de 2013, quando o Brasil vivia o pleno emprego. Já o número positivo diz respeito ao crescimento da população ocupada, que chegou a 91,5 milhões. É o maior contingente para um trimestre encerrado em outubro desde 2015. O número ficou acima tanto em relação ao trimestre anterior (1,0%) como contra o mesmo trimestre de 2016 (1,8%). Nesse sentido, os setores que mais contribuíram com contratações foram os de construção civil e o agronegócio.

MELHORA CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS

As expectativas positivas em relação ao crescimento da economia para 2018, têm repercutido na confiança e no otimismo dos empresários. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que subiu 1,8 ponto percentual de novembro para dezembro, alcançando 58,3 pontos neste mês. Trata-se do melhor resultado desde novembro de 2012. De acordo com o relatório da entidade, o índice de condições atuais da economia, um dos componentes-chave do ICEI, aumentou 1,4 ponto percentual em dezembro, na comparação com o mês anterior, atingindo 52,9 pontos - o maior patamar desde fevereiro de 2011. O indicador coloca-se acima da linha divisória dos 50 pontos pelo quarto mês consecutivo, indicando uma tendência de consolidação na confiança empresarial. Isso é mostrado sobretudo pelo índice de expectativas dos empresários – outro componente importante do ICEI – que cresceu 2,1 pontos de novembro para dezembro de 2017, alcançando 61 pontos. A última vez que isso havia ocorrido deu-se em março de 2013. O índice auferido, ainda, é 9,4 pontos superior ao de dezembro de 2016.

Fonte: Assessoria de Comunicação



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