Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO MANTÉM TENDÊNCIA DE ALTA

A confiança do empresário industrial segue mantendo a trajetória de alta. Em novembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aumentou 0,5 ponto na comparação com outubro, ficando em 56,5 pontos. O número é duplamente positivo: configura o terceiro mês consecutivo em que o ICEI pontua acima de sua média histórica, e é também o maior valor registrado desde abril de 2013. Na comparação com novembro de 2016 a avaliação também é positiva, com o indicador mostrando crescimento de 4,8 pontos. Com esse resultado de novembro, o ICEI alcança o quarto mês consecutivo de resultados positivos. Em julho e agosto houve crescimento de 2,0 e 3,1 pontos, respectivamente; em setembro e outubro, embora de forma mais modesta, as variações também cresceram, respectivamente em 0,3 e 0,5 ponto. Nesse período, o ICEI acumula alta de 5,9 pontos.

O comportamento dos dois componentes do indicador mostra que tanto a visão sobre as condições atuais, bem como as expectativas em relação ao curto-prazo, melhoraram na visão dos empresários da indústria. O Índice de Condições Atuais aumentou 1,1 ponto na comparação com outubro, alcançando 51,5 pontos em novembro. Isso indica que os empresários estão percebendo melhoras nos negócios, o que não acontecia desde novembro de 2012. Ainda, o índice é o maior desde abril de 2011, sendo 7,7 pontos superior ao registrado em novembro de 2016. Já o Índice de Expectativas, mostrou a manutenção do otimismo para o período dos próximos seis meses. O indicador manteve-se praticamente constante, passando de 58,8 pontos em outubro para 58,9 pontos em novembro. A pesquisa da CNI envolveu 2.980 empresas, sendo 1.162 de pequeno porte, 1.129 de médio porte e 689 de grande porte. Os dados foram coletados na primeira quinzena de novembro.

NOVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA DIMINUI ECONOMIA EM QUASE r$ 500 BILHÕES

A nova versão da reforma da Previdência apresentada na quarta-feira (22), vai gerar uma economia mais de 50% menor nos gastos públicos nos próximos 10 anos, na comparação com a proposta inicial do governo, segundo matéria do portal G1 (27.11). Mais branda, a nova proposta retirou do texto pontos polêmicos e que atrapalhariam a aprovação da reforma, como as mudanças na aposentadoria rural e no Benefício da Prestação Continuada (BPC). Na proposta inicialmente apresentada, a economia estimada em dez anos seria de R$ 911,74 bilhões; com a nova redação, se prevê que ficará em torno de R$ 426,09 bilhões, menos da metade da economia prevista. Para o governo, mesmo com essa redução significativa, o impacto sobre os gastos públicos seguirá positivo. Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na sexta-feira (24) que mesmo com a diminuição da economia, o impacto financeiro seria "mais que suficiente" para ajustar as contas públicas. A proposta da Previdência segue em discussão e deve passar por votações no Congresso. Pelo fato de causar uma mudança na Constituição, ela só entra em vigor se for aprovada por pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação na Câmara, e também em dois turnos no Senado Federal.

Fonte: Assessoria Econômica



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