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Segmento metalmecânico de Caxias do Sul dá sinais de lenta recuperação em 2017, mas situação ainda preocupa

As indústrias dos segmentos representados pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico - SIMECS tiveram um desempenho positivo de 4,11% de janeiro a setembro de 2017. No acumulado dos 12 meses, entretanto, o resultado das receitas ainda é negativo, com queda de 3,04%. Nesse contexto, os segmentos automotivo e eletroeletrônico ainda apresentam resultados negativos, respectivamente de -5,72% e -5,18%.  Os dados foram apresentados em entrevista coletiva com a imprensa na manhã desta quarta-feira (08).

Conforme o presidente do SIMECS, Reomar Slaviero, a queda nas receitas verificada nos últimos doze meses se deu de forma bastante acentuada no mercado externo, com recuo no ano de 17,71% nas exportações. Já as vendas domésticas, dentro e fora do estado, cresceram respectivamente em 14,05% e 9,04% no período.                                     

FATURAMENTO – PROJEÇÃO 2017

Reomar Slaviero salienta que considerando as receitas acumuladas até setembro, projeta-se o faturamento para 2017 em R$ 11,74 bilhões. A se confirmar essa previsão, 2017 encerrará com aumento de 4,54% nas receitas em relação a 2016. No entanto, vale lembrar que no ano passado as receitas das indústrias da base do SIMECS, tiveram queda de 20,9% no faturamento em relação a 2015. Nos últimos dois anos, a queda acumulada das receitas na indústria foi de 43,7%.

EMPREGO

Por sua vez, o Consultor de Planejamento Econômico do SIMECS, Rogério Gava informou que em relação à geração de vagas, tem-se observado uma ligeira melhora no saldo de admissões e demissões. No entanto, o número ainda está longe da recuperação do montante de vagas fechadas nos últimos três anos. No ano passado, o saldo negativo de empregos foi de 3.707 postos fechados. Vale lembrar que em 2015 a diminuição dos postos já havia sido crítica, com queda de 20% nas vagas em relação a 2014 (9,2 mil postos de trabalho fechados).

De janeiro de 2012 a setembro de 2017, são 20,7 mil vagas a menos no setor. Nesse período, o número de profissionais na indústria com carteira assinada recuou de 54,4 para 33,6 mil.

FATURAMENTO SÉRIE HISTÓRICA 2000 – 2017

Conforme Rogério Gava, a análise do faturamento da indústria em série histórica temporal, em valores já deflacionados, mostra o tamanho da queda nas receitas da indústria caxiense desde 2000. Tendo como base a média das receitas anuais no período 2010-2013, de R$ 24 bilhões, vemos uma queda para R$ 19,5 bilhões em 2014 (-18,7%), R$ 13,9 bilhões em 2015 (-42,1%) e R$ 11 bilhões em 2016 (-54,1%). Assim, observa-se que o faturamento da indústria, em 2016, foi 54% menor do que a média observada em anos de produção normal.

Para 2017, projetando-se o faturamento descrito de R$ 11,74 bilhões, teremos uma retração de 51,1% em relação à média do pico histórico do período 2010-2013.

Fonte: Assessoria de Comunicação



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