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Informe Econômico SIMECS

MEDO DO DESEMPREGO SEGUE ALTO

 Apesar da economia estar mostrando sinais claros de recuperação, as pessoas seguem com receio de perderem o emprego.  É o que mostra o Índice de Desemprego e Satisfação com a Vida, medido pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. A medição de setembro atingiu o segundo maior patamar da série histórica (iniciada em 1996), indicando que o medo do desemprego continua sendo um dos grandes fantasmas sociais no contexto atual do país. O indicador ficou em 67,7 pontos. Os únicos valores maiores que esse são os 67,9 pontos verificados em maio de 1999 e em junho de 2016.

Já o Índice de Satisfação com a Vida – outra variável medida pela pesquisa – permaneceu praticamente estável em relação a julho, com crescimento de 0,1 ponto, atingindo 66,0 pontos. O indicador permanece abaixo da média histórica de 69,9 pontos. A pesquisa engloba uma amostra de 2.000 pessoas em 126 municípios.

RECUPERAÇÃO DA INDÚSTRIA AINDA É INSTÁVEL, MOSTRA CNI

 A retomada da atividade industrial, a qual vem sendo sentida de forma mais saliente desde a metade do ano, ainda mostra oscilações marcantes. A tendência de recuperação de julho, apontada pela pes­quisa Indicadores Industriais da CNI, prosseguiu em agosto, mas não da forma como vinha ocorrendo.

Segundo divulgado no relatório da entidade, “o faturamento industrial caiu no mês (na série livre de efeitos sazonais), mantendo a dinâmica recente de alternância entre varia­ções positivas e negativas. O emprego industrial também seguiu estável, enquanto horas trabalhadas e a massa salarial mostraram pequena variação po­sitiva. Os resultados mais favoráveis ficaram por conta do rendimento real, que voltou a crescer, e da utilização da capacidade instalada, que au­mentou pelo segundo mês consecutivo e foi a 77,8%, na série dessazonalizada”.

As variações no desempenho industrial mostram que, se por um lado a crise já dá mostras de que deixou a pior parte para trás, em outro, ainda é cedo para se falar em recuperação ampla da atividade na indústria. Uma retomada mais consolidada do setor está sendo projetada somente para 2018.

FMI MELHORA PREVISÕES PARA O BRASIL

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou novamente as projeções para a economia do Brasil neste ano. A entidade elevou a estimativa de crescimento do PIB de 0,3% para 0,7%. Também houve melhora na previsão de crescimento para o próximo ano: de 1,3% para 1,5%. As novas projeções estão no relatório divulgado nesta terça-feira (10). As causas para a melhora apontada, segundo mostra o documento, são o forte desempenho das exportações e a redução no ritmo de queda da demanda interna.

O Fundo destacou ainda o bom desempenho da agricultura, que ajudou a puxar a alta do PIB no primeiro trimestre de 2017.  A liberação dos saques das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), também foi citada como uma ação que ajudou dar mais fôlego ao consumo interno. Ao mesmo tempo, a fraqueza nos investimentos e a grande incerteza política, foram apontadas pelo FMI como os maiores obstáculos para o país voltar a crescer em 2018.

Fonte: Assessoria Econômica



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