Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

INFLAÇÃO E JUROS EM QUEDA E pib MAIOR PARA 2017

Aos poucos, e, apesar de toda a turbulência política ainda reinante, a economia vai dando sinais de melhora. Na semana passada, a divulgação do resultado positivo para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre (crescimento de 0,2%), tornou mais palpável a perspectiva de uma gradual saída da crise. Na última segunda-feira (11), foi a vez dos analistas financeiros ouvidos pelo BACEN divulgarem projeções mais otimistas.

De acordo com a pesquisa FOCUS, houve nova elevação nas projeções para o crescimento da economia em 2017, bem como de um melhor comportamento da inflação e de uma queda ainda mais acentuada nos juros para o ano. Segundo os dados divulgados, a taxa de inflação deste ano deverá ficar, na média, em 3,14%. Na semana anterior a estimativa era de uma taxa em 3,38%. Para 2018, a previsão para a inflação também recuou, caindo de 4,18% para 4,15%.

Em relação ao PIB, a perspectiva agora é que haja crescimento econômico de 0,6% em 2017 (terceira semana consecutiva de alta). A projeção para 2018 (estável há quatro semanas) também foi elevada para expansão de 2,10%. A subida dos prognósticos para o PIB são consequência direta do resultado da atividade econômica no segundo trimestre, fortemente puxada pelo agronegócio.

Na esteira da queda da inflação e de previsões mais otimistas para o PIB, a projeção para a taxa de juros básica (Selic) recuou de 7,25% para 7,0% no fechamento de 2017. Atualmente, a taxa está em 8,25% ao ano, após sucessivas quedas aplicadas pelo Comitê de Política Monetária. Isso indica que os mercados continuam estimando novas quedas para os juros até o final do ano. Para o fechamento de 2018, a avaliação dos economistas dos bancos para a taxa Selic recuou de 7,5% para 7,25% ao ano.

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR CRESCE, MAS AINDA ESTÁ ABAIXO DA MÉDIA HISTÓRICA

Após três meses de resultados negativos, a confiança do consumidor voltou a crescer. É o que mostra o INEC, Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI: o índice registrou 101,6 pontos em agosto, um crescimento de 2,1% na comparação com julho. Apesar do aumento, no entanto, a entidade denota que o resultado ainda não reverte o desempenho negativo dos três meses anteriores (queda em maio e julho e estabilidade em junho) e segue em patamar menor que o registrado no primeiro quadrimestre do ano (acima de 102 pontos). Ainda, o índice é 0,4% inferior ao registrado em agosto de 2016 e está 6,2% abaixo da média histórica.

A elevação no índice de agosto é resultado de uma variação positiva na maioria dos componentes que formam o INEC. Nesse particular, destaque para o crescimento do índice de expectativa de desemprego, 7,4%, espelhando a queda do percentual de respondentes que enxergam aumento do desemprego. O índice de endividamento também foi evidência positiva: aumentou 4,7%, revelando que as famílias estão reduzindo suas dívidas de forma gradativa.

Fonte: Assessoria Econômica



Voltar para página anterior

SIMECS

Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul

Fone/Fax (54) 3228.1855

simecs@simecs.com.br