Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

RESULTADO DO PIB NO SEGUNDO TRIMESTRE REPERCUTE NOS MERCADOS 

A divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, confirmando crescimento de 0,2%, repercutiu nos mercados. Consequência desse fato, as expectativas dos analistas financeiros divulgadas pela pesquisa FOCUS do BACEN, na segunda-feira (4), registraram elevação para o crescimento da economia neste ano. Outro indicador importante, a taxa inflacionária, também seguiu em curso de queda.  

O resultado do PIB no segundo trimestre foi puxado pelos serviços e pelo crescimento do consumo das famílias. Já a indústria continuou no negativo (-0,5%). E na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB da indústria mostrou queda de 2,1%. O crescimento do consumo se explica pela massa salarial, que vem crescendo em termos reais, devido à forte desaceleração da inflação. Também pesou o efeito positivo da liberação dos recursos das contas inativas do FGTS. Diante desse quadro, a projeção para a atividade econômica no ano saltou de 0,39% na semana passada para 0,50% na avaliação dessa semana. Para 2018, manteve-se a expectativa de crescimento do PIB em 2,0%.

Já em relação à inflação, estima-se que a taxa média deste ano deverá ficar em 3,38%. No relatório anterior o indicador marcava alta de 3,45%. A nova previsão ratifica o prognóstico de inflação abaixo da meta central neste ano (4,5%). A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e serve como norte para a política de juros do Banco Central. Nesse sentido, o mercado financeiro manteve sua previsão de queda para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 7,25% ao ano para o fechamento de 2017. Atualmente, a taxa está em 9,25% ao ano. Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação recuou de 4,20% para 4,18%.

SEGUNDO CNI, ECONOMIA TERÁ CRESCIMENTO GRADUAL 

A Confederação Nacional da Indústria – CNI, aposta em um crescimento gradual da economia para os próximos meses. Segundo nota da entidade, o crescimento de 0,2% da economia brasileira no segundo trimestre mostra que a crise começa a dar sinais de arrefecimento. Embora a indústria tenha apresentado queda no período, a expectativa da entidade é que a recuperação gradual se mantenha nos próximos meses.

Ainda em suas avaliações, a entidade destacou como positivo o aumento do consumo, que subiu 1,4% na comparação com o período imediatamente anterior. No entanto, lembrou que os investimentos ainda não começaram a curva de reversão, com a queda de 0,7% no segundo trimestre. Nesse contexto, os investimentos representaram apenas 15,5% do PIB, quando no período pré-crise chegavam a representar 20%. Para a entidade, a volta dos investimentos será indispensável para garantir o desenvolvimento sustentado da economia e a volta do crescimento.   

Fonte: Assessoria Econômica



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