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Divulgação de novo índice mostra preocupação do SIMECS com estagnação do setor metalmecânico

A inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (09) registrou a menor taxa para o indicador no mês de julho desde 2014. Apesar da alta de 0,24% - em virtude do aumento dos combustíveis e energia elétrica –, o resultado continua mostrando a tendência de queda inflacionária. O acumulado dos 12 meses até julho ficou em 2,71%, a menor taxa para essa base de comparação desde fevereiro de 1999. E o recuo da Inflação em relação ao igual período do ano passado é marcante: 1,43% contra os 4,96% registrados de janeiro a julho de 2016. Conforme o Assessor de Planejamento Econômico do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico – SIMECS, Rogério Gava, a queda na Inflação é consequência direta do baixo consumo das famílias, por força do desemprego e do alto endividamento. A renda restrita faz com que as pessoas adiem compras e investimentos, postergando assim o tão esperado aquecimento da atividade econômica. Neste cenário, o varejo vende menos e a indústria segue com alta capacidade ociosa. O indicador de uso a capacidade instalada na indústria de transformação segue em índices que rondam a mínima histórica, além de estar abaixo do registrado no período da crise mundial de 2008. “Essa realidade se observa para os principais segmentos da indústria, como o de máquinas e equipamentos, veículos automotores e material elétrico”, avaliou Gava.

Avaliação do Presidente do SIMECS

 Por sua vez, o presidente do SIMECS, Reomar Slaviero salientou que a indústria de Caxias reflete toda essa realidade preocupante. “No primeiro semestre do ano a queda no faturamento de nossas empresas ficou em 0,98%. No acumulado dos 12 meses o recuo é de 12,37%. E devemos lembrar que nos dois últimos anos (2015/16), a indústria caxiense retraiu quase 44%. O reflexo disso no fechamento de vagas foi crítico: 18,2 mil vagas desapareceram em três anos (dez.13 – dez.16). Só no ano passado foram 3,7 mil postos de trabalho extintos”, informou o dirigente. Slaviero disse que o SIMECS continua enxergando todo esse momento com cautela. Se por um lado já se vislumbra um tênue esboço de reação por parte da economia, essa relativa melhora ainda está muito longe de trazer a volta do crescimento. A recuperação de todo o faturamento de nossa indústria perdido nos últimos dois anos e agora em 2017, demorará igual ou maior período para ser realizada, essa é a realidade.  A projeção para o faturamento neste ano é de nova queda. Já sabemos que será o pior ano em receitas desde 2000. Uma realidade que pede cautela, e que coloca as empresas em um momento difícil e preocupante. E o pior, que não dá mostras de que irá terminar até o final do ano.  Para o presidente do SIMECS, este é um momento que se reflete também na negociação salarial em curso, a qual se espera que tenha bom termo. “Isso significa um reajuste adequado à situação por que passam nossas empresas. E que, além de repor as perdas salariais, mantenha o emprego de nossos trabalhadores e a saúde de nossas empresas”, finalizou Reomar Slaviero. 

Fonte: Assessoria de Comunicação



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