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Informe Econômico SIMECS

ECONOMIA tenta ESBOÇAR REAÇÃO, MAS TURBULÊNCIA POLÍTICA ATRAPALHA

Depois da forte recessão de 2015/16, a economia brasileira começa a desenhar uma retomada. Ajudada em muito pela agropecuária e pela queda da inflação (com a consequente regressão nos juros), a atividade econômica do país já dá sinais de dias melhores. Entretanto, a forte crise política e as denúncias de corrupção, ainda são o principal obstáculo para reverter a curva negativa da economia.

De acordo com a avaliação da CNI – Confederação Nacional da Indústria, em seu Informe Conjuntural do segundo trimestre divulgado na última sexta-feira (07), as incertezas políticas, o atraso na agenda das reformas e o risco de o país não consolidar o ajuste fiscal no longo prazo, são grandes ameaças à retomada do crescimento.  Segundo nota da entidade, empresários e consumidores seguem afetados em sua confiança, o que dificulta a retomada de investimentos e consumo.

Essa realidade fez com que a CNI revisasse para baixo as estimativas para o desempenho da economia e da indústria neste ano. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país foi revista dos 0,5% estimados no primeiro trimestre para 0,3%. A estimativa de crescimento do PIB Industrial também recuou: de 1,3% para 0,5%.

A perspectiva de uma melhora nos investimentos em 2% também foi revista. Agora, estima-se uma queda de 2,7% em 2017. Essa redução é consequência direta da incerteza no mercado – provocada pela desordem política e pela dificuldade de se aprovar agendas importantes no Congresso Nacional, avalia o Informe Conjuntural da entidade. O estudo estima ainda que o consumo das famílias terá uma leve alta de 0,1% e a taxa média de desemprego continuará elevada em 13,5%.  

INFLAÇÃO SEGUE EM QUEDA – PREVISÃO DO PIB PIORA

Os economistas das instituições financeiras ouvidos pelo BACEN na pesquisa semanal FOCUS, seguem reduzindo as previsões para a inflação deste ano. De acordo com o relatório divulgado na segunda-feira (10), a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, caiu de 3,46% para 3,38%. Foi a sexta redução seguida da métrica inflacionária.

O resultado consolidou ainda mais a expectativa de que o indicador ficará abaixo da meta central fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. Vale lembrar que esse objetivo não é atingido no Brasil desde 2009. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro estipulado. O alcance da meta é importante balizador para a retomada do crescimento econômico.

As previsões para o Produto Interno Bruto (PIB), por sua vez, deterioram a cada semana. O índice agora esperado pelos mercados é de um crescimento de 0,34%. Para 2018 manteve-se a expectativa de alta de 2,0%.

Fonte: Assessoria de Comunicação



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