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Informe Econômico SIMECS

Pequenas indústrias SÃO as mais afetadas pela crise

As pequenas e médias empresas da indústria seguem sentindo os efeitos da crise econômica. E, segundo aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI), foram elas também as mais afetadas pela recessão nos últimos dois anos. Segundo a pesquisa de Sondagem Industrial da entidade, nenhum dos sete indicadores avaliados mostrou um cenário positivo para a pequena indústria entre 2015 e 2017. E um dado adicional torna essa realidade ainda mais crítica: as pequenas e médias empresas são responsáveis por 50% dos empregos industriais no país.

A Sondagem Industrial é medida em uma escala de zero a 100 pontos, sendo 50 a linha de corte que indica estabilidade. Abaixo de 50, indica um cenário ruim. Na pesquisa sobre os últimos dois anos, as pequenas indústrias ficaram sempre atrás das grandes empresassem todos os quesitos. Isso se deu nos indicadores de produção, número de empregados, situação financeira e no índice de confiança. Neles, as pequenas giraram em torno dos 40 pontos entre 2015 e 2017.

            Em relação à situação financeira, também se observou o desempenho preocupante. A métrica foi negativa, oscilando entre 42 e 48 pontos. A partir de 2015 foi ainda pior, caindo para a faixa de 34 e 37 pontos. Também no item de acesso ao crédito a realidade não foi diferente. O indicador ficou em torno de 30 pontos, caindo a 26 pontos em 2016.

A pesquisa mostrou ainda que apenas 20% das pequenas empresas conseguiram contratar uma nova linha de crédito, 40% renovaram uma linha antiga e 40% não conseguiram contratar nem renovar crédito em 2016. Um dado grave, considerando que a falta de crédito impede o acesso ao capital de giro, causa atraso no pagamento de fornecedores, perda de oportunidades de negócio, necessidade de renegociação de prazos para pagamento de credores e atraso no pagamento de tributos.  Um difícil cenário para as pequenas e médias empresa do setor industrial.

PERSPECTIVA DE EMPREGO PIORA EM MAIO

A pressão da crise sobre os empregos ainda não começou a arrefecer. Mais do que isso, os índices de desemprego no país têm piorado nas últimas avaliações, bem como a percepção das pessoas em relação à retomada das vagas. É o que mostra, por exemplo, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado na semana passada. A métrica registrou queda de 1,2 ponto no mês passado e foi a 99,3 pontos, após três altas e um mês de estabilidade em 2017. De acordo com o relatório, isso se deveu à perda da confiança sobre a economia, consequência direta da grave crise política que assola o país.

Boa notícia, entretanto, é que os números positivos no início do ano ajudam a tornar o quadro não tão sombrio, compensando o resultado negativo de maio. Dessa forma, não houve reverão da tendência de melhora gradual das condições de emprego.

A pesquisa revelou, ainda, a queda dos indicadores que medem o grau de satisfação com a situação dos negócios no momento atual e o otimismo para os próximos seis meses, com quedas respectivamente de 4,3 e 3,6 pontos. Já o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, teve queda de 0,1 ponto em relação a abril e chegou a 97,3 pontos.

Fonte: Assessoria de Comunicação



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