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Informe Econômico SIMECS

FATURAMENTO DA INDÚSTRIA CRESCE 0,7%, MAS RECUPERAÇÃO AINDA É LENTA

O faturamento da indústria cresceu 0,7% e o rendimento médio do trabalhador aumentou 0,6% em janeiro de 2017, na comparação com dezembro do ano passado, na série livre de influências sazonais. É o que mostra o relatório Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria – CNI (07.03). O nível de utilização da capacidade instalada também teve alta, essa de 0,5%, chegando a 77,2% de ocupação no período-base. Os demais indicadores, no entanto, foram negativos. As horas trabalhadas na produção caíram 0,9% e o emprego recuou 0,5%. Sinais de que, apesar da melhora no faturamento, a indústria ainda tem um longo caminho de recuperação pela frente.
Segundo analistas, a indústria de transformação ingressou em 2017 trazendo em suas costas a herança de dificuldades de 2016. A recessão, ainda não superada, continua a ser um obstáculo para a retomada do crescimento no setor. Não se observa ainda uma sequência de indicadores positivos em períodos sucessivos, o que é um forte indício da virada para o crescimento sustentável. Nos últimos meses, ao contrário, as pesquisas têm mostrado oscilações positivas e negativas para os mesmos indicadores.
O que anima o setor, nesse momento, é a perspectiva de uma menor inflação, e com ela a queda gradual nos juros básicos. A redução da taxa de juros é o principal motor para impulsionar a volta do consumo das famílias, e com ela, o consequente aumento das vendas no varejo, necessários para alavancar a demanda na cadeia industrial.

CAXIAS VIVE A SUA PIOR CRISE

A crise que se abateu sobre a indústria caxiense já há três anos, não poupou os outros segmentos econômicos da cidade. Segundo reportagem do jornal Pioneiro (10.03), de 2014 a 2016, a atividade na maior cidade do interior gaúcho encolheu 33,4%. Isso teve reflexo direto no emprego, com o número de vagas com carteira assinada diminuindo 13,5% nos últimos quatro anos. Desde 2013, foram 24,6 mil empregos com carteira assinada que desapareceram, o que equivale a 13,5% do total das vagas formais, divulga a matéria.
O impacto da crise na cidade teve efeito cascata, iniciado com as dificuldades da indústria em manter os empregos. Em 2016, o saldo negativo de postos (contratações menos demissões) no setor industrial foi de 3.707 vagas. A indústria, assim, encerrou o ano com exatos 10% a menos de trabalhadores do que em dezembro de 2015. Vale lembrar que em 2015 a diminuição dos postos já havia sido crítica, com queda de 20% nas vagas em relação a 2014 (9,2 mil postos de trabalho fechados). No período de janeiro de 2012 a dezembro de 2016, a indústria caxiense fechou 21,1 mil postos de trabalho, uma diminuição de quase 39% no número de trabalhadores. Uma realidade que afeta o comércio e os serviços da cidade de forma muito grande, alastrando a recessão para os demais setores econômicos de Caxias e região.

Fonte: Assessoria Econômica



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